4 º Trimestre de 2014 - 4 Trimestre 2014
Comentário da Lição 09 - Legislador e Juiz


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Sexta-feira, 28/11/2014

Estudo Adicional

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Comentário por Sônia M. M. Gazeta envie para um amigo | versão para impressão
Um dos membros de uma pequena igreja do interior do Sul do Brasil, no início da Obra Adventista no país (pelos idos do final do século XIX e começo do XX) foi visto em um dos botecos da vila, tomando uma cerveja. Até então, ele era visto como bom adventista do sétimo dia, cumpridor zeloso de seus deveres cristãos e parte atuante da comunidade de crentes. O fato de ter sido visto no balcão de um bar, com um copo de cerveja na mão, foi suficiente para que o julgamento fosse feito e o veredito dado imediatamente: culpado! Mas ninguém o abordou, ninguém o visitou, ninguém foi lhe perguntar nada. A semana passou e no sábado, ali estava o irmão, supostamente fiel, com sua Bíblia embaixo do braço para assistir ao culto. O serviço começou, a plataforma entrou, a congregação se ajoelhou e também o irmão da cerveja. Nesse meio tempo, dois anciãos o cercaram, um agarrou o braço esquerdo e o outro, o direito. Não houve tempo para nenhuma reação, a congregação extática, observava pasma. Nenhuma palavra, apenas um movimento de arrastar de pernas pelo pequeno corredor central da igrejinha, e ao chegar na porta, os dois anciãos, com toda convicção e certeza de que estavam fazendo o que era “certo” em nome da verdade, da moral e dos bons costumes, lançaram o pobre homem escada abaixo. Eu posso até imaginar, os dois assentindo gravemente a cabeça e limpando uma mão na outra como que dizendo: “Dever cumprido! Salvamos a congregação de um mau elemento!”. Não é preciso dizer que esse pobre irmão, dada a tão grande humilhação, jamais foi visto na igreja.

Eu gostaria de dizer que essa história não é apenas ficção, mas ela de fato aconteceu. Contei o milagre, mas evidentemente não posso contar o santo.

Julgar é próprio da natureza humana e essa atitude é tão antiga quanto a humanidade. Além do julgamento, normalmente equivocado, alguns se autonomeiam paladinos da justiça e portam consigo sua “espada justiceira”, e saem pelo mundo combatendo pateticamente os moinhos de vento, como Dom Quixote. Julgando que se assim fizerem, a igreja será um lugar de elevados padrões onde não há lugar para maus costumes e imoralidades, mas a advertência que temos quanto a isso é clara, veja o texto abaixo:

Que ninguém entre vós se continue gloriando contra a verdade ao declarar que esse espírito [de discernimento dos maus motivos de outros] é uma consequência necessária dado aos malfeitores e da posição em defesa da verdade. Tal sabedoria é muito enganosa e prejudicial. Ela não vem do Alto, mas é fruto de um coração não regenerado. Seu autor é o próprio Satanás. Que nenhum acusador dos outros atribua a si o discernimento; porque fazendo isso, ele reveste os atributos de Satanás com as vestes da justiça.” SDABC, vol. 7, p. 936,937).

Não nos cabe julgar os motivos de outros. Este não é o nosso dever, nem o nosso trabalho. Ellen White diz que o autor desse tipo de atitude e comportamento é o próprio Satanás. Portanto, é preciso cuidado, é preciso autocontrole antes de falar sem saber, ou julgar antes de conhecer e, com toda certeza, não conhecemos os motivos dos outros.

Pense:Aquele que é culpado de erro é o primeiro a suspeitar do erro.” (Ellen White no livro “O Maior Discurso de Cristo”, p. 126).

Desafio: Esse pensamento deve nos levar a uma séria e profunda reflexão, não concorda?
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Comentário por: Sônia M. M. Gazeta
Professora e tradutora, é mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP e mestre em Teologia pelo SALT. Foi diretora do Centro de Pesquisas Ellen G. White e hoje coordena os cursos de LETRAS e TRADUTOR no UNASP-EC. Entre as obras traduzidas está a nova versão do livro "A Vida de Jesus", pela CPB.
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