Muitos usam a passagem do endurecimento do Faraó para negar o livre-arbítrio. Pensam que Deus fez a escolha pelo Faraó, e que este não teve sequer direito à vontade própria. Contudo, sabemos que não foi assim. O coração do Faraó já estava inclinado a escolher sempre o mal, e nunca se interessava em ouvir a Deus. As consequências resultantes das escolhas de um coração duro foi o que ele recebeu, e tiveram como causa unicamente as SUAS próprias escolhas.
Você, provavelmente, já ouviu o ditado popular que diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Considerando que sejamos nós, os seres humanos, as linhas, esse dito também pode fazer sentido. Não passamos de seres imperfeitos, “tortos”, que insistem em manter-se fora dos caminhos de Deus. Contudo, mesmo nesse estado deplorável, Deus opta por nos usar. Assim como Jesus usou os discípulos, também desalinhados e imperfeitos, para entregar os pães e peixes para a multidão, quando os multiplicou. Da mesma forma somos chamados hoje a participarmos da obra de pregação do evangelho ao mundo todo, por palavra e por testemunho.
De maneira alguma Deus nos privaria de exercer o poder de escolha. Se assim fosse, Ele poderia usar a mesma estratégia para exterminar o mal logo quando ele surgiu no paraíso. Não seria bem mais simples se Deus tivesse manipulado Lúcifer ao invés do Faraó? Afinal de contas, esta atitude não seria equivalente?
Entretanto, sabemos que Deus é perfeito e perfeito também são seus planos e suas leis. Ele jamais poderia quebrar uma lei que é a demonstração de Seu caráter. Se assim fizesse, simplesmente não poderia ser mais Quem É.
Deus jamais usaria um ser criado por Ele como fantoche. Não somos manipulados ou feitos de joguetes. Deus nos ama demais para fazer algo assim. É verdade que Ele anseia por nos usar, anseia por ver Seus filhos andando na justiça. Mas, quando isso não é possível, por decisão pessoal, Ele jamais desrespeitará essa decisão.
Pense:
“A frieza do gelo, a dureza do ferro, a natureza impenetrável e não impressionável da pedra - tudo isso encontra sua parte correspondente no caráter de muitos cristãos professos. Foi assim que o Senhor endureceu o coração de Faraó. Deus falou ao rei egípcio pela boca de Moisés, dando-lhe as mais notáveis provas do poder divino; mas o monarca rejeitou obstinadamente a luz que o teria levado ao arrependimento. Deus não enviou um poder sobrenatural para endurecer o coração do rei rebelde; mas, à medida que Faraó resistia à verdade, o Espírito Santo foi-se retirando, e ele ficou entregue às trevas e incredulidade que escolhera.” — E Receberei Poder - Meditação Matinal, p. 304.
Desafio:
Renove o seu compromisso com Deus. Ore a Ele, agora, e peça a Ele que jamais permita que você tenha um coração parecido com o de Faraó. Antes, que tenha um coração cada vez mais parecido com o coração de Jesus. Faça esse compromisso com Deus e sinta como o Seu Santo Espírito vai agir dentro de você para que suas escolhas sejam também as escolhas de Deus.